Sr. Omar Alfredo Rodríguez-Lopez. É um post difícil de se escrever devida a imensidão cultural que esse nome representa, mesmo que no anonimato. Omar é um multi-instrumentalista, compositor, ator, produtor musical, escritor, diretor de cinema, e se apresenta a mídia apenas como um mero guitarrista. Seu nome é muito associado a banda The Mars Volta e não é para menos, pois sua influência musical e intelectual definem e muito a banda, já que além de guitarrista é produtor da mesma.
Mas hoje eu falarei apenas de sua produção musical independente, o selo Rodriguez Lopez Productions. Música experimental, rock progressivo fazem algum sentido para você? O Omar conseguiu uma resposta para esta união tão incompreendida e muitas vezes desconhecida pela grande massa. A atmosfera criada por suas canções carregadas de distorções e harmonias detalhadas são um prato cheio para pensadores, escritores, e qualquer outra atividade que faça o ser humano olhar para si próprio e pensar.
Para os detalhistas a riqueza musical não passa despercebida, podendo nos confundir se realmente 4 pessoas (e na grande maioria das vezes até menos) podem realmente criar um mundo em menos de cinco minutos. As linhas de baixo são aconchegantes e fazem o seu papel básico: o peso que encorpar a melodia sem deixar espaços, a guitarra é o entorpecente que transita entre as harmonias criadas deixando tudo um pouco mais psicodélico e fora do comum, a bateria e os sintetizadores são o horizonte onde essa energia toda é depositada dando-nos a percepção que realmente não existem paredes em nossa mente.
Mas para toda energia abstrata criada é necessário controle, e esse controle se apresenta por Ximena Sarinãna Rivera. Uma bela cantora e atriz mexicana que se encaixou perfeitamente com sua bela voz apaziguando e acalmando toda explosão experimental. Abaixo coloco uma frase do próprio Omar descrevendo a música que ele produz, citando não só os seus álbuns solo, mas também o The Mars Volta:
“Uma coisa legal de nossa música é que ela realmente trás a mente um monte de idéias diferentes. Nós gostamos que as pessoas achem o som difícil de descrever, porque este é o nosso objetivo: deixar as pessoas curtirem todos os sons que estão escutando e decidir por si mesmas. A música do Mars Volta é criada para ser um alvo a interpretações. Nós escutamos diversos estilos de músicas, desde música latina ao rock do Led Zeppelin, Pink Floyd, desde The Who a Fugazi… e escutamos sempre. Então as pessoas acabam sentindo essas influências em nossa música”.
Pode ser o tipo de música que você nunca compreenda, e muito menos goste ao ponto de escutar em casa ou no seu Ipod/celular, mas para aqueles que apreciam um som totalmente fora do comum, e que faça sua mente se elevar assim como na meditação, abuse com moderação!
どういたしまして = Dōitashimashite = You’re Welcome
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Resenha Musical #2: Foo Fighters. Prazer, origem e música
Bom como um fã de longa data do Foo Fighters e particularmente dos trabalhos do Dave Grohl eu não poderia deixar de escrever algo sobre eles, ainda mais com o lançamento mundial e virtual devido a “sagrada e ingrata” pirataria do álbum Wasting Light.
Vasculhando opiniões sobre o novo álbum vi muitas coisas, muitas com razão e muitas outras sem fundamento algum. Porém uma me chamou muita atenção, pois era a mesma percepção que eu tive após de escutar umas três vezes o álbum…
Após 15 anos de fundação de um ícone do Rock Mundial, o Foo Fighters de hoje me lembrou o Foo Fighters de alguns anos atrás. Dependendo do ponto de vista isso pode ser algo realmente bom, pois a banda retornou a suas origens com o som que abriu as portas para o prestígio. Mas vejo que tem muita energia e talvez pouca genialidade. Não quer dizer que o álbum seja ruim, concerteza eu o ouvirei várias e várias vezes, porque sou realmente fã do trabalho da banda, mas em minha opinião não são músicas que atravessaram as décadas como “Times Like These”, “My Hero”, “Best of You” e etc.
Em particular gostei muito de “Rope” e “I should have Known”. “Rope” foi o single de entrada do álbum. Achei algo totalmente inovador, diferente aos padrões já conhecidos pela banda. Empolgante, enérgica e muito bem trabalhada musicalmente, essa é a minha definição de Rope. Segue o link para o video clip da mesma: http://youtu.be/kbpqZT_56Ns
Já “I should have Known” é uma daquelas músicas que quando você escuta sabe que é uma música com uma bagagem de ideias e emoções e não é somente uma música para os rádios. Está claramente na letra da música que se trata basicamente de um relato de uma perda, de alguém que lamenta a perda de um ente querido ou simplesmente uma pessoa querida. E muito se questionou se essa música não seria algo íntimo em relação ao Dave sobre a morte de Kurt Cobain. Abaixo segue alguns trechos de uma entrevista da banda para a MTV americana justamente explicando o porque dessa música:
“I Should Have Known”, que Grohl classifica de uma das músicas mais sombrias no disco, aconteceu um pouco mais tarde.
“Se eu cantar em cada álbum uma musica sobre a perda ou morte de alguém, a maioria das pessoas já começam a supor que se trata de Kurt”, disse Grohl. “E eu tenho lembranças maravilhosas de Kurt. Kurt era um cara ótimo. Ele era um cara muito doce. E é de partir o coração ainda, o que aconteceu. Mas, infelizmente, esse tipo de perda aconteceu mais de uma vez na minha vida. Então, quando eu comecei a escrever essa música, eu estava escrevendo sobre alguém. “
A música acabou assumindo um significado ainda mais amplo, como as musicas costumam fazer, para além da inspiração inicial. “A idéia é muito mais que você não pensa sobre a pessoa específica ou de quem se trata. É apenas sobre o que se trata.
“Eu não quero fazer essa conexão a partir de você porque poderia ter acontecido com você, com alguém que você conheceu”, continuou ele. “Então, quando você está ouvindo ou cantando a musica, você está fazendo isso por suas próprias razões, sua propria historia, não a partir das minhas.”
Acho que as declarações são bem significativas em relação a essa música. Acredito que um compositor na maioria das vezes tem a intenção de criar uma música e fazer que o seu público encontre emoções e situações da sua própria vida, que ele identifique a si próprio na melodia.
Ressaltando que o Wasting Light teve a produção de Butch Vig que foi produtor do lendário álbum do Nirvana, o Nevermind e do baixista do Nirvana, Krist Novoselic.
Espero sinceramente que aproveitem toda a energia depositada no álbum. São 11 faixas que querendo os críticos ou não já foram escritas nas linhas do livro do ROCK!

Martina Topley-Bird. É uma das minhas descobertas mais prazerosas. Com uma bela voz esta cantora britânica reproduz em uma ótima sonoridade o que significa relaxar.
Martina apesar de não ter tantos álbums gravados já contribuiu para artistas famosos como Gorillaz, Tricky e Massive Attack. Suas músicas são caracterizadas pela a harmonia que sua voz gera com os demais instrumentos, criando as vezes um ambiente retrô com aspectos atuais de nossa música eletrônica.
São músicas para relaxar, músicas para elevar o que em nosso contidiano mau obtemos como sussego, paz e momentos de prazer em ouvir uma bela canção. Recomendo Martina para esses momentos onde você não procura agito, pois as músicas são em um ritmo mais lento, o que caracteriza o gênero Trip Hop, mas fica evidente identificar as influências de Blues e Jazz em seu repertório.
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Resenha Musical #1: In Flames. Fúria, melodia e o divisor de Águas
Para quem conhece já a banda o novo álbum Sounds Of A Playground Fading é um verdadeiro divisor de águas. Para os fãs mais true talvez uma decepção, pois ficou mais harmonioso, com vocal mais trabalhado sem os famosos guturais. A própria banda mencionou a mídia que este trabalho seria uma nova fase, e particularmente apoio a mudança.
O metal para expandir o seu território não precisa colocar um bando de “garotos” de calça colorida para alavancar as vendas, mas precisa se renovar, precisa criar sonoridades novas e atraentes. É muito complicado esperar um lançamento de um álbum e quando o mesmo é lançado, você com toda aquela euforia de saber como ficou acaba por se iludir ao ouvir algo que parece que é a mesma coisa de trabalhos antigos…
O novo álbum do In Flames me parece uma tentativa de mesclar novos parâmetros na carreira dos músicos, como conquistar novos fãs (principalmente os não fãs de metal). O cd está limpo, musicalmente algo gostoso de se ouvir. Ficou algo tão apaziguador perto dos álbuns antigos que não estranharia de ver os próximos filmes utilizando as faixas desse novo cd em trailers ou até mesmo durante o próprio filme.

Esse é um dos grupos musicais que não poderia faltar nesta relação, Berry Weight. Para quem nunca ouviu falar, até mesmo para os amantes de música eletrônica o Berry Weight para mim é um dos grandes representantes do genêro Trip Hop:
O Trip Hop (também chamado de “música de Bristol”, em referência à cidade da Inglaterra, onde o gênero surgiu) é música eletrônica em downtempo (lenta), marcada por downbeats (batidas desaceleradas, menos de 120 bpm) e pelo uso de instrumentos convencionais e acústicos, sendo essa uma característica importante, que acaba personalizando cada grupo e/ou artista. No Trip Hop, as semelhanças dentro do gênero são poucas.
Entre os estilos que mais influenciaram o Trip Hop, estão: ambient, jazz, electropop, acid jazz, progressive rock, soul, funk, underground, reggae, dub e o uptempo (como o trance e drum n’ bass) - Wikipedia
…Pois é nem sempre as explicações técnicas ajudam, mas basicamente o gênero é uma musica lenta, onde há uma mistura delicada de “scratches” provenientes do Hip Hop e das vozes vindas da House Music e se mesmo assim você não conseguir ter uma idéia do que eu estou falando, preste mais atenção no cinema que antes de começar os trillers você certamente escutará músicas do gênero.
Voltando ao BW, o grupo é formado por instrumentalistas, produtores e DJ’s. O resultado disso tudo é uma música calma, encorpada por elementos eletrônicos, instrumentos musicais convencionais e as vezes um vocal, as vezes bruto com rimas, as vezes puro com uma voz feminina.
O grupo infelizmente possui apenas um único CD, o Music For Imaginary Movies. Suas músicas são a real tradução para o abstrato, pois a atmosfera criada por sua harmonias é rica em detalhes onde nos parece que ao fechar os olhos teremos uma projeção astral.
Como já foi dito anteriormente quase não há semelhança entre os representantes do Trip Hop, o Berry Weight utiliza muito scratches, clarinete e instrumentos de corda deixando sua música leve e relaxante, misturas ideais para o nosso cotidiano tumultuado e estressante.
Não há segredo. A abordagem desses artistas é bem ambiciosa, apenas escutando para incorporar no seu dia-a-dia o que há de melhor, mas que ninguém sabe da existência.
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Banda Eddie. Talvez umas das bandas que mais me chamou atenção quando me apresentaram devida a tamanha riqueza musical, devido a tanta brasilidade. De Olinda (PE) para os ouvidos do mundo “Os Eddie’s” trazem quase 20 anos de estrada, mas com um sistema que força a população a ouvir “música produto”, a competição fica injusta e poucos são os privilegiados que acabam conhecendo.
A banda foi formada em meados da década de 90, onde é uma das bandas responsáveis pelo movimento Manguebeat, que visa recuperar a música raiz nordestina brasileira com uma mistura de punk rock, música eletrônica, dub, reggae, frevo entre outros ritmos brasileiros.
Essa mistura é a essência do que não é distribuído, nem divulgado, uma sonoridade que nos remete ao clima litorâneo, urbanístico, mas sem perder suas raizes. Uma verdadeira homenagem a música brasileira e a música em geral, pois o frevo passa a ter som internacional e o que é internacional se torna tão brasileiro que parece que somos os criadores de todos os genêros conhecidos.
Com 5 cds no curriculum sendo 4 independentes, sua música não enxerga limites e cada vez mais dificulta para os críticos definí-los, talvez essa seja a real mensagem desses músicos para nós, a não rotulação e a eterna transformação musical!
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Primeiro post. Esta página tem como objetivo buscar novas sonoridades, sonoridades que em meio a nossa rotina não temos a oportunidade de conhecer. Estarei focando em fazer algumas recomendações/indicações de novos artistas, gêneros e etc..
Para não perder tempo a música acima é da banda escocesa The Cinematics. Com um estilo bem semelhante às bandas britânicas, o indie rock tocado no álbum A Strange Education, de 2007 é muito dinâmico, dançante e harmonioso.
É o tipo de música que em minha opinião se encaixa facilmente em qualquer momento do dia, seja na hora daquela preguiça ou quando o corpo e mente pedem agito. Para os que são apreciadores do instrumental, irão presenciar uma sonoridade bem simples, sem guitarras distorcidas e bateria trabalhada.
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