
Depois de muita ansiedade e aguardo o mais novo trabalho do Curumin foi lançado, o álbum intitulado de Arrocha. Luciano “Curumin” Nakata para quem não o conhece é um dos nomes de nossa atual MPB. Um multi instrumentalista que já tocou com muitos nomes já conhecidos na mídia como Arnaldo Antunes, Paula Lima e Vanessa da Mata e nos últimos anos vem focando em sua carreira solo contendo 3 álbuns de estúdio já.

Curumin é um dos poucos no Brasil e no mundo a misturarem com maestria e harmonia ritmos como Bossa Nova, Samba, Funk, Jazz e Hip Hop. Como muita gente já diz por ai, “é um som moderno que nos remete ao passado”, e é mesmo, pois é fácil notar em suas letras dizeres, gírias e situações bem típicas da cultura brasileira, com uma mixagem encorpada da música eletrônica atual.
Ele vem buscando espaço em sua terra natal, pois como bem sabemos é difícil convencer o brasileiro a experimentar algo que seja diferente do que o mundão anda usando. Curumin já é um nome bem popular pelos Estados Unidos e Europa, justamente porque os norte americanos e europeus adoram essa mistura musical fora do padrão que eles estão tão acostumados a produzir e a ouvir.
Conforme já dito ele possui três álbuns em estúdio:
Achados e Perdidos (2005)

Japan Pop Show (2008)

Arrocha (2012)

Dos três álbuns já lançados Arrocha é o que mais possui elementos eletrônicos deixando um pouco de lado o samba e o hip hop que são muito evidentes nos álbuns anteriores. Me atrevo a dizer que hoje o Curumin criou uma sonoridade, um genêro musical. O nome desse gênero é difícil de nomear, mas talvez seja essa a intenção desse notável músico, nos seduzir e confundir com a mais rica variedade musical que ele conseguir harmonizar.
Caso se interessem seguem alguns sites onde vocês podem ouvir e inclusive fazer o download do último álbum dele:
http://soundcloud.com/curumin-oficial
http://www.myspace.com/curumin
http://www.lastfm.com.br/music/Curumin

Martina Topley-Bird. É uma das minhas descobertas mais prazerosas. Com uma bela voz esta cantora britânica reproduz em uma ótima sonoridade o que significa relaxar.
Martina apesar de não ter tantos álbums gravados já contribuiu para artistas famosos como Gorillaz, Tricky e Massive Attack. Suas músicas são caracterizadas pela a harmonia que sua voz gera com os demais instrumentos, criando as vezes um ambiente retrô com aspectos atuais de nossa música eletrônica.
São músicas para relaxar, músicas para elevar o que em nosso contidiano mau obtemos como sussego, paz e momentos de prazer em ouvir uma bela canção. Recomendo Martina para esses momentos onde você não procura agito, pois as músicas são em um ritmo mais lento, o que caracteriza o gênero Trip Hop, mas fica evidente identificar as influências de Blues e Jazz em seu repertório.
Maiores Informações:

Esse é um dos grupos musicais que não poderia faltar nesta relação, Berry Weight. Para quem nunca ouviu falar, até mesmo para os amantes de música eletrônica o Berry Weight para mim é um dos grandes representantes do genêro Trip Hop:
O Trip Hop (também chamado de “música de Bristol”, em referência à cidade da Inglaterra, onde o gênero surgiu) é música eletrônica em downtempo (lenta), marcada por downbeats (batidas desaceleradas, menos de 120 bpm) e pelo uso de instrumentos convencionais e acústicos, sendo essa uma característica importante, que acaba personalizando cada grupo e/ou artista. No Trip Hop, as semelhanças dentro do gênero são poucas.
Entre os estilos que mais influenciaram o Trip Hop, estão: ambient, jazz, electropop, acid jazz, progressive rock, soul, funk, underground, reggae, dub e o uptempo (como o trance e drum n’ bass) - Wikipedia
…Pois é nem sempre as explicações técnicas ajudam, mas basicamente o gênero é uma musica lenta, onde há uma mistura delicada de “scratches” provenientes do Hip Hop e das vozes vindas da House Music e se mesmo assim você não conseguir ter uma idéia do que eu estou falando, preste mais atenção no cinema que antes de começar os trillers você certamente escutará músicas do gênero.
Voltando ao BW, o grupo é formado por instrumentalistas, produtores e DJ’s. O resultado disso tudo é uma música calma, encorpada por elementos eletrônicos, instrumentos musicais convencionais e as vezes um vocal, as vezes bruto com rimas, as vezes puro com uma voz feminina.
O grupo infelizmente possui apenas um único CD, o Music For Imaginary Movies. Suas músicas são a real tradução para o abstrato, pois a atmosfera criada por sua harmonias é rica em detalhes onde nos parece que ao fechar os olhos teremos uma projeção astral.
Como já foi dito anteriormente quase não há semelhança entre os representantes do Trip Hop, o Berry Weight utiliza muito scratches, clarinete e instrumentos de corda deixando sua música leve e relaxante, misturas ideais para o nosso cotidiano tumultuado e estressante.
Não há segredo. A abordagem desses artistas é bem ambiciosa, apenas escutando para incorporar no seu dia-a-dia o que há de melhor, mas que ninguém sabe da existência.
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