Resenha Musical #2: Foo Fighters. Prazer, origem e música
Bom como um fã de longa data do Foo Fighters e particularmente dos trabalhos do Dave Grohl eu não poderia deixar de escrever algo sobre eles, ainda mais com o lançamento mundial e virtual devido a “sagrada e ingrata” pirataria do álbum Wasting Light.
Vasculhando opiniões sobre o novo álbum vi muitas coisas, muitas com razão e muitas outras sem fundamento algum. Porém uma me chamou muita atenção, pois era a mesma percepção que eu tive após de escutar umas três vezes o álbum…
Após 15 anos de fundação de um ícone do Rock Mundial, o Foo Fighters de hoje me lembrou o Foo Fighters de alguns anos atrás. Dependendo do ponto de vista isso pode ser algo realmente bom, pois a banda retornou a suas origens com o som que abriu as portas para o prestígio. Mas vejo que tem muita energia e talvez pouca genialidade. Não quer dizer que o álbum seja ruim, concerteza eu o ouvirei várias e várias vezes, porque sou realmente fã do trabalho da banda, mas em minha opinião não são músicas que atravessaram as décadas como “Times Like These”, “My Hero”, “Best of You” e etc.
Em particular gostei muito de “Rope” e “I should have Known”. “Rope” foi o single de entrada do álbum. Achei algo totalmente inovador, diferente aos padrões já conhecidos pela banda. Empolgante, enérgica e muito bem trabalhada musicalmente, essa é a minha definição de Rope. Segue o link para o video clip da mesma: http://youtu.be/kbpqZT_56Ns
Já “I should have Known” é uma daquelas músicas que quando você escuta sabe que é uma música com uma bagagem de ideias e emoções e não é somente uma música para os rádios. Está claramente na letra da música que se trata basicamente de um relato de uma perda, de alguém que lamenta a perda de um ente querido ou simplesmente uma pessoa querida. E muito se questionou se essa música não seria algo íntimo em relação ao Dave sobre a morte de Kurt Cobain. Abaixo segue alguns trechos de uma entrevista da banda para a MTV americana justamente explicando o porque dessa música:
“I Should Have Known”, que Grohl classifica de uma das músicas mais sombrias no disco, aconteceu um pouco mais tarde.
“Se eu cantar em cada álbum uma musica sobre a perda ou morte de alguém, a maioria das pessoas já começam a supor que se trata de Kurt”, disse Grohl. “E eu tenho lembranças maravilhosas de Kurt. Kurt era um cara ótimo. Ele era um cara muito doce. E é de partir o coração ainda, o que aconteceu. Mas, infelizmente, esse tipo de perda aconteceu mais de uma vez na minha vida. Então, quando eu comecei a escrever essa música, eu estava escrevendo sobre alguém. “
A música acabou assumindo um significado ainda mais amplo, como as musicas costumam fazer, para além da inspiração inicial. “A idéia é muito mais que você não pensa sobre a pessoa específica ou de quem se trata. É apenas sobre o que se trata.
“Eu não quero fazer essa conexão a partir de você porque poderia ter acontecido com você, com alguém que você conheceu”, continuou ele. “Então, quando você está ouvindo ou cantando a musica, você está fazendo isso por suas próprias razões, sua propria historia, não a partir das minhas.”
Acho que as declarações são bem significativas em relação a essa música. Acredito que um compositor na maioria das vezes tem a intenção de criar uma música e fazer que o seu público encontre emoções e situações da sua própria vida, que ele identifique a si próprio na melodia.
Ressaltando que o Wasting Light teve a produção de Butch Vig que foi produtor do lendário álbum do Nirvana, o Nevermind e do baixista do Nirvana, Krist Novoselic.
Espero sinceramente que aproveitem toda a energia depositada no álbum. São 11 faixas que querendo os críticos ou não já foram escritas nas linhas do livro do ROCK!
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stereophonia publicou esta postagem








